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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Survival Night - Capitulo 11

Fui mal educado com ela, não pude evitar, quer dizer, quem é que ela pensa que é? Primeiro goza e agora que eu tenho razão abraça-me?

Quer dizer, que hipócrita! A seguir o quê? Beija-me? Não, não posso continuar a suportar gente como ela, irei ajudá-la, sim, mas só porque este grupo tem a Lizzie, espero sinceramente que os outros não sejam como esta rapariga!

Estamos perante uma ameaça massiva, eu não sou desumano ao ponto de negar ajuda a alguém que andou na escola comigo. Eu não gosto dela, mas quer dizer, isso  seria mau demais, eu ainda não perdi toda a minha "humanidade", mas às vezes penso que seria mais fácil...

A Lizzie chama-me, ai se não fosse ela, vou ter com ela, que quererá?

Mal chego arrasta-me para um canto, aparentemente quer falar comigo a sós, será por causa daquela situação de à pouco? Não, aparentemente não num murmúrio de voz ela diz:

 -Mike, sei que é dífícil aceitares a situação, mas precisamos da tua ajuda e se não nos ajudares temo que...que estejamos condenados!

Depois disso começa a chorar, será mesmo desespero ou só tenta manipular-me? Não sei, decidi ajudá-la
e aos restantes, o que no fundo já tinha decidido, tentaria fazer um esforço...

 Lizzie olhou para mim e sorriu delicadamente.

-Sabia que nos ajudarias! 

Depois disse apressadamente como se estivesse com medo que eu recusa-se:

- Nós precisamos da tua ajuda, ouvimos dizer que há  uma rapariga da nossa turma escondida dentro de um edificio, ela e outros juntaram-se mas tenho medo que não resistam muito mais, precisamos que tu, nos guies e nos ajudes a chegar lá, e a trazê-los para cá, podes ajudar?

Não sabia se isso era boa ideia, a chave para a sobrevivência era a individualidade, e isto, bem, não era propriamente um passeio, mas já tinha prometido ajudar,tinha de planear algo.

Imaginei de imediato um plano, nós tinhamos algo que fizesse bastante barulho?
Os "zombies" seguiam o som, se conseguissemos movê-los todos para um ponto longe do nosso alvo, seria fácil a extracção.

Mas quem é que se sacrificaria? Eu não, precisava de ajudar na extracção e não Lizzie, disso tenho a certeza.. porque não aquela idiota, que me abraçou? Sorri maldosamente e depois mandei chamá-la

- Sabes conduzir? - Perguntei eu à rapariga - precisamos que tu nos ajudes.

Ela hesitou, estava com um pouco de medo de mim...

Finalmente ela respondeu:

- Mais ou menos, não tenho a carta mas já conduzi antes!

Eu sorri, perfeito...agora só precisava de arranjar um carro....

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Survival Night - Capitulo 10

Não pude evitar, abracei-o...

Claro, tinha gozado com ele, mas agora que o que ele nos apregoara se tornara real, não o pude evitar, simplesmente não consegui!

"Vês, ele é a tua única esperança, devias tê-lo tratado melhor"

Foi esta a voz que ouvi na minha cabeça, já tinha pesquisado, síndrome de múltipla personalidade, quando sofremos um grande choque à hipóteses de guardarmos a memória e que essa memória se torne uma personalidade, aparentemente, o Apocalipse zombie foi um choque suficientemente grande para desenvolver esta voz...

O Mike olhou para mim surpreendido, não pode evitar, será que percebia o que se passava? Não, duvido mesmo que sim, mas afinal, tinha que o respeitar, ele é que sabia mais do Apocalipse zombie...

Mas era difícil, afinal, tudo o que acreditava, a sociedade como a conhecia, desaparecida,  não sei se tinha a força para aguentar isto...

"Vai ter com ele, cumprimenta-o"

Lá estava a voz de novo, está a dar comigo em maluca, mas é melhor fazer o que a voz me manda para evitar que a mensagem se repita, fui ter com ele e cumprimentei-o...

Ele mal reagiu, olhou-me bem nos olhos, uns olhos endurecidos sei lá eu porquê e disse-me, num tom duro:

- Agora já me cumprimentas hun? Quem raios pensas que és, sempre a gozares?

Uau! De onde veio tanta raiva, a Lizzie deu-lhe um toque no ombro e ele, que estava irritado acalmou-se logo, mas isto não podia ficar assim, a voz disse:

"Não te armes em bruta, ele têm razão"

Mas será que esta voz é controlada por ele ou quê? Pela primeira vez tentei responder-lhe:

"Podes calar-te?"

Não obtive resposta, dei-me por satisfeita, depois encarei Mike e disse-lhe:

- Uau! Só estava a tentar ser bem educada...

Ele respondeu:

- Bem não sejas...

E depois entrou na sala, que idiota!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O campeão Pokémon - Capitulo 1

Tinha passado anos a treinar e agora era o momento em que o iria desafiar...

Tinha dado 120% com os seus pokémons e agora era o momento em que o iria fazer...

Tinha-se esforçado, rido e chorado, e agora era o momento em que iria ter o último desafio

Sim...hoje seria um grande dia....


Jack parou de andar para limpar o suor da cara, estava a andar à dias, apenas para chegar à fronteira de batalha, onde o campeão mundial de pokémon se encontrava...



Era difícil, Jack estava habituado a voar para os locais onde queria ir, com o seu pidgeot, ou a andar em cima do seu Meganium, mas o próprio caminho até à fronteira de batalha era uma prova, um teste, apenas aqueles que lá conseguissem chegar sozinhos poderiam lutar.

Sim ele lembrava-se perfeitamente do dia em que havia desafiado o campeão pela primeira vez, fora um dia de Verão quente, mostrara-lhe as suas 8 badges, ele apenas se riu...

Desde então ele dedicara a vida a tornar-se o mais forte possível, tinha 36 badges, sendo o máximo 48, a sua equipa devia estar no seu máximo, havia começado com um Chikorita, o primeiro pokémon que apanhou foi um pidgey, foi numa noite fria que apanhou o seu Houndour, e claro,  o seu primeiro pokémon de Hoenn foi o trapinch...

Todos haviam evoluído, recentemente trocara o seu Umbreon por um Gengar e agora a sua equipa consistia de:

-Meganium
-Houndoom
-Flygon
-Pidgeot
-Gengar

Mas já estava perto, ao longe já se podia ver o edificio, uma cúpula com as cores de uma pokébola, vermelho branco e uma risca preta no meio, onde havia a porta, a escalada era o teste final...

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Jack encontrava-se agora em frente à cúpula, de vidro, perguntando-se como poderia subir, sabia que não podia usar os seus pokémons....


Havia um sinal ao lado, que dizia:

"Um verdadeiro mestre sabe improvisar"

Enrolada nela havia uma corda, uma pá, com uma pega com espaço para se enrolar a corda,  e um espigão...

Jack pensou em utilizar a pega da pá para enrolar a corda e  depois atirar a corda com o espigão preso, mas algo não lhe parecia certo...

O chão perto do sinal estava remexido, como se alguém tivesse escavado lá, mas o sinal estava no caminho, sem pensar duas vezes Jack enrolou a corda no sinal e no espigão, depois atirou-a com toda a sua força..

Não foi muito algo, mas foi o suficiente para arrancar o sinal...

Depois Jack começou a escavar no local onde o sinal estava, pouco depois de enfiar a pá na terra viu que havia um túnel, com largura suficiente apenas para um rapaz, Jack foi buscar a corda, enrolou o espigão nela de novo e colocou-os na borda, amarrou a corda à cintura e começou a descer, a corda a segurá-lo...

**********************************************************************************


Jack estava a andar à meia hora, depois de descer um pouco a corda soltara-se e ele caiu, felizmente não muito, depois viu um túnel, com uma luz muito ao fundo, entrou nele, o túnel subia, e ia ficando mais estreito, tanto que a um momento Jack rastejara, mas isso durou pouco já que pouco depois o túnel abriu-se noutro, e esse era mais largo...

Era nesse túnel que Jack estava agora, finalmente começou a alargar e Jack não pode deixar de dar uma exclamação de espanto, estava numa sala, com a luz brilhante de uma lâmpada a cegá-lo, percebeu que tinha sido feito de modo a, que ao sair do túnel virado para cima, recebesse o impacto completo, já que os túneis estavam escuros...

Ele havia conseguido, estava na fronteira de batalha....

Brain Freeze - Capitulo 3

De que vos falo agora? Já vos falei das minhas provas, e de como recebi os meus poderes, já vos falei da história da minha família e da minha herança, mas de que vos falo?

Porque não continuo a história, depois das minhas provas?

Muito bem, recolheram-me, e eu, compreensivelmente estava amuado, quer dizer, era de entender....ou não?

Era difícil não partir as minhas coisas, ainda mais difícil agora que tinha super poderes,  corri para o meu quarto
e abri as portas de rompão, com a raiva deitei toda uma prateleira abaixo, depois olhei para o quarto, uma divisão coberta de prateleiras e posters, depois olhei para o computador, ignorando o que tinha deitado para o chão, dirigi-me, com passadas largas para o computador...

O som de começo, já familiar, acalmou-me um pouco, carreguei na minha conta de utilizador, e entrei na internet, sim, apesar do perigo de nos encontrarem, ninguém quis passar sem ela....

Imediatamente abri o meu email e vi se tinha mensagens novas, uma, intitulada "-___-", curioso abri-a, com o antivirus pronto para o caso de ser spam...

Era do meu primo,  e dizia:


"Primo, como estás?

Soube que fizeste hoje o teu primeiro texte de poderes, como correu?
Sei que pode ser duro, o meu foi, encontrei o gatuno facilmente, mas como é que o apanhava? Enfim, tive 57%...
Se estiveres zangado com a tua nota, irritado, deprimido, ou simplesmente quiseres falar responde-me, entretanto veste este video que me fez rir:"

Depois havia um video de um gato, e um monte de "Lols" por baixo, vi o video, fez-me sorrir, depois carreguei no botão a verde, aquele que dizia "Reply".

Escrevi:

"Sim, acreditas que os sacanas me deram 52%, só porque eu tirei uma moeda, ou duas, mas que raios, porque é que eles não vão todos para o inferno, é que realmente!"

Depois mandei e tentei arranjar outra maneira de passar a raiva,  atirei-me para cima da minha cama e  tentei concentrar-me enquanto afundava lentamente, ao fim de um pouco a raiva passou e decidi sair....

Mas primeiro a ver o que havia atirado para o chão, com cuidado aproximei-me e vi o que tinha atirado...

Era um livro, de capa azul, com um pássaro amarelo na capa, cuidadosamente aproximei-me e vi qual era...

Não podia ser, nesse momento ajoelhei-me e comecei a chorar, tratava-se do primeiro livro que havia lido, e as memórias passavam-me na mente, as páginas estavam espalhadas pelo quarto, na minha raiva tinha destruído um dos objectos que me era mais precioso.

Quando finalmente parei, decidi sair, abri a porta, escutando atentamente, isto era estranho, havia silêncio, nada de passos, nada de gritos, nada. sai do quarto, esperei um pouco, mas ainda havia silêncio.

Andei até à esquina do corredor dos quartos, não vi ninguém, abri todas as portas, ainda ninguém, mas que raios se passava?

A minha frustração voltou, e voltei para o quarto onde tranquei a porta, depois voltei ao computador que havia esquecido de desligar e comecei a escrever um email...

Se querem saber o que acontece a seguir respondam a este mail:

O tipo com os poderes

sábado, 25 de junho de 2011

Survival Night - Capitulo 9

Continuamos a andar mas para mim era tudo escuridão....

Entendia que o meu amigo estava morto, não tinha dúvidas quanto a isso, conheço os 5 estados da dor, embora curiosamente não me tenham afectado, saltei logo para a aceitação...

Bem, talvez isso não seja totalmente verdade, ainda sinto raiva, para mim mesmo por o deixar na estrada, por Vayne por não ter cuidado, e por Lizzie por..bem...sinto raiva por Lizzie mas ainda não sei porquê...

E não é como se tivesse razões para ter raiva dela, quando confrontada com o perigo, reagiu, primeiro salvou-nos e depois, como eu, salvou a própria pele...fiz o mesmo, mas então porque me zango?

Pensamentos como estes passaram-me pela mente enquanto andávamos, na verdade, o que mais me incomodava, não era ter raiva dela, não! O que me incomodava era o...bem, a maneira desconfortável como me sinto em relação a ela...

Bem à atracção, disso não tenho dúvida, também à uma certa química, mas isso não muda o facto, até à pouco tempo, detestava-a, porque a adoro?

Finalmente parámos, devemos ter andado mais do que eu pensava pois já escurecia quando chegámos, ou então andamos lentamente, um dos dois, qual não sei...

Estávamos em frente a um prédio daqueles pequenos, 3/4 andares, os vidros da porta estavam partidos, e a tinta estava degradada,  Lizzie tocou à campainha  4 vezes, uma voz disse:

- Quem é?

Lizzie identificou-se e, apesar de não haverem provas as portas foram abertas, a segurança neste local era fraca, no terceiro andar haviam duas pessoas, com facas de cozinha, quando nos viram sorriram e deixaram-nos passar, entrámos num dos apartamentos e de imediato fui abraçado...

Mas que raios se passava aqui?

terça-feira, 21 de junho de 2011

Strange Future - Capitulo 2


Riley estava deitada no chão escuro e húmido quando cheguei, parecia não dormir à anos e estava exausta, a minha expressão preocupada pela responsabilidade em mim incutida suavizou-se imediatamente ao olhar para ela, era o meu amor, a minha razão de vida.
Riley era uma jovem pequena e assustada de 24 anos, tal como eu tinha vivido uma vida atribulada mas não tanto como a minha, o seu cabelo negro estava nesse momento despenteado e os seus olhos tinham olheiras profundas, além disso estava agachada, de dores embora não soubesse porquê, mesmo com um ar tão abatido era bela, a sua pele pálida e translúcida a combinar perfeitamente com o tom sujo do quarto que partilhava-mos, apesar de pequeno era uma sorte ter-mos tanto espaço apenas para nós.
Com um sorriso fraco ela olhou para mim e disse com uma voz fraca:
- Então querido, como correu a reunião?
Eu sorri de volta, embora fosse um sorriso falso, ela estava doente, não a queria preocupar com a minha missão por isso disse simplesmente:
- Correu bem, o habitual, só estratégias e estratégias, além disso recebi uma missão.
A minha amada aproximou-se de mim silenciosamente e disse:
- Ainda bem, mas se acontecesse alguma coisa contavas-me não é?

Continuei a sorrir, inquieto, com a voz a tremer respondi:
- Sim, claro…
Mas ela tinha percebido que se passava alguma coisa e suspirando com dificuldade disse:
- Ethan, sabes que podes confiar em mim para tudo, se tiveres algo a preocupar-te diz
Mas é claro que eu não iria contar-lhe estava prestes a assegurar-lhe que estava tudo bem quando alguém bateu à porta, suspirando de alivio disfarçadamente fui abrir a porta, quem estava do outro lado era um amigo meu, também parte da resistência.

Abri-lhe a porta, tinha sido salvo pelo gongo ou, neste caso pelo bater, o meu amigo entrou e disse:

- Já estás melhor?

Essas simples palavras tiveram um efeito na minha amada, que se enervou ainda mais e tentou perguntar-me do que estava melhor, em vez disso caiu de novo e gritou de dores.
Nesse momento peguei no braço do meu amigo, levei-o lá para fora e numa voz baixa disse:

- Zack, não fales da reunião à frente da Riley, sabes como ela se enerva.

Zack olhou-me para os olhos, os seus olhos castanhos a perscrutarem-me, depois de alguns segundos ele moveu-se afastando os olhos dos meus e irritado disse:

- Desculpa lá se te irritei, vim entregar-te uma missão mas se estás demasiado ocupado para me aturar vou-me embora!

“Uma missão?” – Pensei eu, já tinha uma, não devia ter outra, chamando Zack perguntei:

- Espera, desculpa - Detestava ter de pedir desculpa mas era necessário – Qual é a missão?
Ele virou-se e disse:
- Já vais ver, tens que voltar ao local
E assim seguiu-o de volta para a Nresistentencia, é deprimente como os meu único amigo era um homem sujo e sério e a minha mulher estava cheia de dores, é por isso que temos que matar o tirano, não posso levar Riley a um médico devido a todos serem controlados pelo tirano que exige imenso dinheiro pela consulta, dinheiro esse que não temos (mas daria tudo para Riley ficar bem), ele controla tudo na América, os serviços básicos, os cursos de água (pelo menos a que se pode beber pois a maioria dela está poluída), a comida, os Hospitais, as escolas e até os serviços de emergência!
E não é como se o disponibilizasse a todos, para termos esses serviços temos que pagar o que não podemos pagar, a mortalidade aumentou imenso por causa disso!
A água ainda se vai arranjando, existe um limite para a malvadez e várias pessoas arriscam a vida a arranjar e a distribuir pelo povo, pessoas como eu, da Nresistência, a comida é distribuída pelo tirano, é muito pouca e é dada apenas às pessoas que vivem nos quartos que ele dá, e não chega para todos, já vi pessoas a comerem ratos e lixo! Tudo por terem fome, eu sei bem, no tempo em que andava pela rua cheguei inclusivamente a fazer o mesmo, apesar disso é suficiente para se viver, ainda que com fome.
A escola é outra coisa, quase ninguém vai à escola excepto os mais ricos e seus filhos, a maioria da população nem sabe ler quanto mais, eu , felizmente sei ler, Mike ensinou-me, sou um dos poucos que não é analfabeto neste vasto pais

Quanto aos Hospitais e serviços de urgência é o mesmo que a escola, apenas disponível a uma pequena parte da população.
Agora interrogava-me, qual seria a missão? Seria roubar água e comida? Não fazia a menor ideia mas estava prestes a descobrir, o pub estava mesmo à minha frente...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Strange Future - Capitulo 1


E aqui estava eu, já lá dentro, era um localzinho imundo que poderia cair a qualquer momento, embora não o fizesse, ao chegar-mos ao local tínhamos tomado precauções, vários pilares de madeira sustinham o tecto, madeira essa protegida por uma liga de aço, que se ia desfazendo lentamente. 
Mas não estava cá para apreciar o bar, estava aqui para planear uma revolução e era isso que ia fazer, entrei no balcão (agora desfeito completamente, como se acido o tivesse corroído) e puxei um alçapão, umas escadas escuras foram reveladas, originalmente era a arrecadação, agora era o nosso quartel.

Desci, quando lá cheguei olhei à volta para ver quem lá estava e de seguida pus uma mão a proteger uma pequena bolsa onde guardava o meu escasso dinheiro, nem toda a gente era respeitável, eram tempos difíceis, o dinheiro era essencial e a necessidade levava as pessoas a fazerem coisas desonestas, na verdade grande parte da resistência era composta por ladroagem e corruptos, pessoas que queriam sair do fundo onde estavam e tornarem-se honestas.

Fui chamado, eram os lideres gerais, pessoas velhas com rugas e que já tinham visto melhores tempos, tempos em que a poluição não era tão cerrada. 
Por ordem de idades eles eram: Adrian, nascido em 2057, Hermy, nascida em 2063, Raphael, nascido em 2069 e Mike, nascido em 2072.

Enquanto ia ter com eles cai, um homem ajudou-me a levantar, tinha barba cerrada e uns olhos negros, quando me levantei toquei no local onde guardava a bolsa por instinto, não lá estava, gritei ao homem que me viu e começou a correr, estava quase a apanhá-lo quando desmaiei.
Na minha mente vi imagens, a primeira era a de um bebé, sozinho a chorar, interroguei-me onde estariam os seus pais mas a imagem de duas campas deu-me a resposta, sofri um arrepio, as campas eram as dos meus pais, sendo assim aquele bebé devia ser...eu.

Outra imagem, nesta um rapaz de cerca de 4 anos andava pela cidade, estava imundo, a sua cara suja, era eu, nesse momento Mike aproxima-se, pergunta-lhe o que faz na rua e quando lhe respondo ele adopta-o, a imagem muda de novo, agora com 13 anos, estava bem alimentado e era feliz mas estava intrigado por onde iria Mike todos os dias, confrontei-o perguntando:

- Que fazes todos os dias, deixas-me sozinho e nunca me explicas nada!
Mike olhou para o mim da imagem e disse:
-Saberás quando fizeres dezasseis anos.

Outra imagem, algumas horas mais tarde, na visão estava a seguir Mike com curiosidade quando fui apanhado por um guarda do tirano, o Mike teve que me salvar.

Mais uma imagem, nesta tinha 16, Mike ensinou-me o caminho para o pub e iniciou-me, fizemos a cerimónia, ataram-me as costas e vendaram-me, depois puseram uma faca na minha garganta enquanto eu sentia o metal frio e perguntaram-me:
- Juras ser leal e antes morreres a dizeres os nossos segredos e as nossas localizações?
Nesse momento respondi:
- Sim, juro.
Apertaram mais a faca e uma gota solitária de sangue caiu e manchou o chão, estremeci, visto do ponto de vista de um espectador era assustador, especialmente quando a pessoa que estava a ser ameaçada era eu.
Outro homem perguntou:

- Juras proteger sempre os teus irmãos, mesmo que isso te custe a vida?
Na imagem Respondi:
- Juro, pela minha alma.
Apertaram mais a faca e nesse momento mais duas gotas caíram, o chão começava a fica manchado.
Nesse momento Mike questionou:

-Juras fazer tudo o que estiver ao teu alcance, inclusive ser torturado, perder membros, ser cegado ou morto se isso te permitir colocar um punhal ou um tiro por entre as costelas implacáveis do Tirano?
O meu eu da imagem escutou e inspirou profundamente, começou a transpirar e finalmente gritou, como fazia parte da iniciação:

- Sim juro, meus irmão acreditem, faça o que fizer não descansarei enquanto o tirano estiver no seu repouso eterno, os seus ossos queimarem e o seu corpo nunca obtiver a paz!

Mike proferiu então:

- Se alguma vez não fizeres o que acabaste de jurar caçáramos-te e eis que te mataremos e as tuas ossadas nunca encontrarão refúgio na terra.
Via-se pelo ponto de vista de espectador que lhe era difícil proferir estas palavras.

A imagem mudou novamente, desta vez a imagem tinha eu com 21 anos, estava a ser obrigado a votar, haviam milhares de guardas, a contarem cada voto para terem a certeza que Archer tinha maioria absoluta, embora me odiasse por aquele momento decidi votar nele, o outro candidato era um guarda que ele tinha escolhido apenas para não se dizer que ele era a única escolha o que, na prática era.
Depois voltei ao que parecia ser o presente, Archer estava a falar com um médico que lhe dizia:
- Sim, apenas dois anos....
Archer ordenou que o homem fosse morto e depois deste sofrer as consequências de dar a má noticia Archer sorriu tristemente e murmurou para si mesmo embora o pudesse ouvir perfeitamente:
- É o sétimo médico que consulto e todos me dizem que vou morrer em breve, tenho que encontrar um sucessor para continuar o meu trabalho...
A imagem mudou, parecia o futuro, um novo governador dominava tudo, só de o ver percebi que era pior que Archer, Mike estava a seus pés quando o novo tirano o matou a sangue frio.
Nesse momento regressei ao presente, uma voz chamava-me, ao voltar
vejo que é Mike, chamando-o conto-lhe a ele e aos lideres gerais o que tinha visto.
Mike diz:
- Se o que viste é o futuro é óbvio o que temos que fazer, o tirano parece que está destinado a morrer mas temos que encontrar o seu sucessor e matá-lo!
Mas eu respondi:
-Não consegui ver quem era, a face estava escurecida.
Mike respondeu então:
- Ethan, és como um filho para mim, nós os lideres já estamos velhos e decrépitos mas tu ainda tens muito que viver, aceitas a missão de encontrar e matar quem quer que seja o sucessor do tirano?
Eu assenti e jurei que o faria, tinha agora uma nova missão...

Então pessoal, postem as vossas opiniões sobre este capitulo, digam tambem as vossas teorias sobre quem é o tirano.


E sim, sei que baixou a qualidade

domingo, 12 de junho de 2011

Strange Future - Prólogo

Esta é uma história que escrevi à alguns meses atrás, num forúm para um concurso de escrita, que acabei por perder...já que fui desqualificado por ser suspenso, sim...não perguntem...


Lixo, Lixo e mais lixo, isso é tudo o que me aparece à frente, os humanos do século passado deviam ter tido mais cuidado. Ainda que o nosso mundo esteja colorido inteiramente de um verde acinzentado e os edifícios corroídos inteiramente pela poluição os humanos ainda vivem, embora seja cada vez mais complicado.
Ao longe vejo a estátua da liberdade, outrora nos séculos passados uma estátua de uma mulher com uma tocha a representar liberdade agora é apenas uma figura humana, retorcida, a sua face escurecida por uma máscara já que a sua cara tinha sido a primeira vítima do enorme fumo cheio de carbono.
Sim, estamos em Nova Iorque, mas não a Nova Iorque tecnológica e Meca de anúncios, actualmente é apenas uma cidade cheia de arranha-céus, muitos abandonados e prestes a cair, a poluição a derreter as suas bases, viver nesta cidade é um perigo.

Claro que avançámos muito, mas esses avanços apenas estão disponíveis para menos de 5% da população
Só nesta cidade somos setenta milhões, 20 biliões no mundo inteiro, temos sorte em ter um quarto só para nós, quanto mais uma casa.
No meio de tanta gente é deprimente como apenas uma centena de pessoas tenha o dinheiro e condições necessárias para o mínimo conforto e que essas não partilham o seu dinheiro e espaço livre, enquanto todos vivemos sem espaço pessoal nos seus jardins eles tem mais do que espaço, terra suficiente para milhares de pessoas.
Mas o pior disto tudo é o Tirano que governa o nosso país, chama-se Archer e é o homem mais rico e importante da terra, domina os Estados Unidos da América como ditador. Quando ganhou as eleições ninguém imaginava como ele era, nem o que ele tinha planeado e ele não se revelou logo. Começou a incentivar os países mais poderosos do Mundo a eleger algumas pessoas que ele conhecia para presidente, só que eram homens que obedeciam a Archer e agora quase todos os países vivem em ditadura.
Archer finge-se amigo do povo dando quartos (minúsculos diga-se de passagem) para famílias mas na verdade os quartos são armadilhas, vigiados severamente, se alguém diz o nome do “tirano” ou sequer se queixa, é imediatamente levado pela guarda e morto, isso se tiver sorte pois muitas vezes torturam as pessoas antes de as matar.
Mas eles não podem vigiar todo o mundo, vigiam quase tudo mas como num grande sistema existem sempre falhas, e uma dessas falhas é aqui, em Nova Iorque, aproveitada pela nossa organização, somos os NResistentes.
Desde que fomos fundados temos vindo a recrutar membros, nestes anos conseguimos quase 1000 pessoas, é pouco mas temos que ter cuidado, qualquer um pode trabalhar para o “Tirano”.
Eu sou um dos membros mais antigos, o número 412, recrutado em 2143, sou um líder de um pelotão de 20 homens, cada um meu amigo pessoal, chamo-me Ethan, sou branco, de estatura mediana, tenho cabelo negro, arrebitado para cima, olhos azuis, uma cicatriz acastanhada que se estende dos olhos ao meu queixo, sou alto, tenho musculatura mas não sou como esses tipos que dedicam a vida aos alteres, tenho bastantes cicatrizes, devido à minha vida difícil e como todas as pessoas deste século estou adaptado à poluição.                                                      
Finalmente cheguei, o pub está guardado por dentro, bato à porta, uma pequena abertura abre-se por onde espreita um olho, mas não é suficiente, posso estar disfarçado, uma voz pergunta-me a password, vai analizar também o meu tom de voz, demoro algum tempo a lembrar-me da desta semana mas finalmente digo….

Será que Ethan e o seu grupo terão sucesso na procura pelo derrube de Archer Aka o Tirano? Continuem a ler para descobrir
















sábado, 11 de junho de 2011

Brain freeze - Capitulo 1

Eu não queria, a sério!

Descendo de uma familia com super poderes, não, a sério! Não estou a gozar, querem que o prove? Não tenho maneira, pois...mas é verdade.

Os poderes, pelo que sei, apareceram pela primeira vez à 30 mil anos, quando humanos e neandertais lutavam por recursos, alguns humanos receberam alguns poderes...

Pouco depois...desapareceu.

Oh, mas voltou a aparecer, ai se voltou...no tempo da antiga Grécia, uns antepassados meus tiveram a sorte (ou o azar) de  terem os genes dos poderes activados...nessa altura foram tratados como semi-deuses, pessoas de grande poder, como reis!

Os genes nunca desapareceram, continuaram até hoje, claro houveram boas pessoas e má pessoas, alguns usaram os seus poderes para destruição (Hitler e a empatia, um primo muito distante, sim não perguntem) outros usaram-nos para o bem...mas continuaram até hoje, desde a horrível idade média onde tiveram que esconder os poderes até hoje, onde só quero ser normal...

E adivinhem, foi composta uma lista de poderes que já tivemos, se não entenderem algum não se preocupem, não é importante.

A lista:

Transmutação física
Poderes mágicos
Animar objetos
Reviver os mortos
Projeção astral
Manipulação biológica
Manipulação óssea
Mudança de estado físico
Duplicação
Invisibilidade
Aderência física
Cariocinese
Garras afiadas
Prehensilia
Transmorfismo corporal
Transmorfismo animal
Transformação em objetos
Superelasticidade
Transformação elemental
Mudança de tamanho
Intangibilidade
Invulnerabilidade
Adaptação sub-aquática
Resistência evoluída
Reversão viral
Evolução reativa
Cura acelerada
Eliminação de poluição
Visão aguçada
Visão microscópica
Visão telescópica
Visão noturna
Visão de raio-X
Audição aguçada
Ecolocalização
Olfato aguçado
Paladar aguçado
Tato aguçado
Superforça
Supervelocidade
Reflexos sobre-humanos
Super-equilíbrio
Super-agilidade
Controle memorial
Aptidão intuitiva
Super-inteligência
Memória eidética
Telepatia
Empatia
Ampliar ou reduzir emoções
Linguística
Clariciência
Clarividência
Recriação artística
Detectar poder
Detectar vida
Detectar perigo
Detectar medo
Detectar fraquezas
Alquimia
Manipulação do clima
Aerocinese
Geocinese
Hidrocinese
Pirocinese
Criocinese
Eletrocinese
Magnetocinese
Fotocinese
Umbracinese
Fitocinese
Metalcinese(Capacidade de controlar metais)
Fonecinese
Veneno 
Telecinese
Controle gravitacional
Tecnopatia
Maestria Corporal
Ilusionismo
Sedução
Persuasão
Controle mental
Projeção de energia
Grito super-sônico
Armas psíquicas
Explosão psiônica
Petrificação
Liquefação
Desintegração
Andar sobre a água
Voo
Teletransporte
Controle do tempo
Controle da probabilidade
Viagem transtemporal
Duplicação transtemporal
Envelhecimento precoce
Teletransporte interdimensional
Mimetismo animal
Memória muscular adquirida
Absorção de energia vital e poderes
Absorção cinética e redireciona-la
Absorção de matéria
Mimetismo empático
Roubo de habilidades
Despertar habilidades
Amplificação de habilidades
Troca de habilidades
Negação de habilidades
Reflexão de poderes
Reversão de poderes
Pele de diamante
Realidade mental
Metamorfose (Auto-modificações, Parcial: olhos, cabelos,pelos,altura ) 
Manipulação de Sonhos (cria falsos sonhos e/ou transmitir mensagens atráves dos sonhos)
Manipulação de Sentidos (Do oponente, pode deixá-lo cego por alguns minutos, etc)





Certo, entendem agora? São imensos, os que estão a vermelho são os que se manifestaram nesta geração, a mim calhou-me...custa dizer-me...a desintegração.


Sim..posso destruir qualquer coisa, mas com poderes que manipulem o tempo e o espaço, porque fiquei com este?


As minhas mãos brilham em azul claro , como uma espécie de aura e tudo o que toco é destruído, mas pelo menos tenho algo melhor que voar, pobre primo Ricardo...


Mas a maneira como funciona é estranha, apenas um pai pode ter poderes, senão é incenso, e existe uma possibilidade de 80% de os passar (genes mais fortes), a coitada da minha irmã não tem poderes, mas não é menos amada por isso, ou talvez os tenha, apenas estejam adormecidos...


Somos declarados demasiado perigosos para ir para a escola, porque nos podemos descontrolar, apenas vejam o caso do meu antepassado Richard que se irritou e deu um grito ultra-sónico que destruiu meio quarteirão, a explicação que se deu a isso foi "fuga de gás".


E prontos, podem não acreditar em mim, mas a internet é o único sitio onde posso comunicar, espero que queiram continuar a falar (teclar):


O tipo com poderes

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Survival Night - Capitulo 8

E lá estava eu com a Lizzie, juntos íamos conseguindo arrastar o Reedy, mas era difícil, andar demorava imenso.
Suor escorria-me pela cara, e  os meus braços doíam-me, começava a escurecer e os gemidos de Reedy eram cansativos.


Precisava de ajuda, e nesse momento vi uma luz, gritei para Lizzie:


- Cuidado!!

Mesmo em slow motion, como acontece nos filmes, a voz grave e a demorar meio minuto, pelo menos foi o que me pareceu.
Ela pareceu confusa, mas ao ver a luz começou a gritar e afastou-se da estrada, saltando para a beira.

Eu fiz o mesmo, saltando meio segundo depois, cai mesmo em cima dela, mesmo nesta situação de stress não podia deixar de notar a proximidade, sorri nervosamente, depois percebi que tinha deixado Mark para trás. A luz que tínhamos visto era de um carro vermelho, que agora estava parado mesmo ao nosso lado e quando nos preparávamos para ir buscar o Mark, um jipe apareceu a uma velocidade estrondosa e não teve tempo para se desviar de Reedy, que estava agora estendido no meio da estrada, o pneu direito do jipe esmagou-lhe o crânio, matando-o de uma forma rápida e acabando com o sofrimento do pobre rapaz, que já tinha sofrido tanto nas minhas mãos. Ao passar por cima de Reedy, o condutor do jipe perdeu o controlo sobre o mesmo e o veículo bateu de frente num muro.

Tudo tinha acontecido demasiado rápido e eu não sabia bem o que fazer, Lizzie abanava e gritava, mas não conseguia ouvir nada, só conseguia pensar que Mark estava morto e a culpa era minha, depois disso a porta da parte de trás do carro vermelho abriu-se e vi uma cara conhecida, foi ai que ouvi:

- Entrem depressa, não podemos fazer nada por o vosso amigo, mas se não querem morrer, entrem no carro!

Entramos na parte de trás do carro e mal entramos, alguém fechou a porta e estávamos outra vez em movimento, sentia-me bastante apertado e reparei que estava eu e a Lizzie, mas três pessoas na parte de trás do carro, um miúdo pequeno e mulato estava ao colo de uma rapariga que parecia bastante agressiva, só para nos dar mais espaço.

Olhei para o lugar do pendura e reconheci imediatamente o rapaz que lá estava, era Vayne! O único rapaz que não gozava comigo e que até chegou a ajudar-me e a proteger-me. Mas o que fazia quatro adolescentes e uma criança num carro, sem nenhum adulto a conduzir? Certamente estavam tão loucos como eu, a vontade de viver faz isso a uma pessoa, mas na minha opinião, só a quem tem mesmo vontade de viver.

Foi então que Vayne se virou para trás e reparou que era, voltou-se a virar para a frente e disse:

- Tenho muita pena pelo vosso amigo, mas no mundo em que vivemos neste momento as coisas são mesmo assim. Têm que se esforçar o triplo, têm de se esforçar por vocês duas vezes mais e ainda têm de olhar pelos vossos amigos. Não é verdade Mickey?

Após ter dito isto, soltou um pequeno riso, ele já não parecia o mesmo de antes. O seu olhar continuava desinteressado e longínquo, mas a sua atitude estava diferente. De qualquer das maneiras, respondi-lhe:

- Mudaste Vayne, o olhar continua igual mas as atitudes diferem do normal, de qualquer maneira não me chames Mickey e sim, é verdade.

Depois eles arrancaram, deixando o corpo do meu amigo para trás, foi meu conhecido por pouco tempo, mas fora amigo de qualquer maneira, avançámos pela estrada, não em direcção à cidade, onde eu morava, mas em direcção da aldeia, onde Vayne morava.
Andámos meia hora, mas finalmente chegámos, era uma casa bem…normal, mas na altura não lhe liguei muito, estava perdido, o meu amigo acabara de morrer, e tinha que culpar alguém, culpava-me a mim, e estava zangado comigo mesmo…

Mesmo assim sai do carro e tentei entrar…mas Vayne impediu-me, disse que pedia desculpa mas não nos podia deixar entrar porque já estavam cheios, ainda por cima com o miúdo, então fiquei lá fora, perdido e triste, sem saber para onde ir…